Como se proteger da pandemia de fraudes online em tempos de Covid-19

Como todos sabem – infelizmente – o mundo inteiro vive os reflexos de um inesperado e súbito problema: a pandemia de Covid-19, que cada vez mais assusta e preocupa tanto os governos quanto os cidadãos, e, em especial, as empresas. O cenário atual é a “tempestade perfeita” para uma crise econômica sem precedentes nesse início de século. Diversos setores da economia enfrentam sérios problemas, e como se não bastassem as consequências diretas da pandemia, os players do varejo online precisam lidar com uma de suas consequências indiretas mais incômodas: o aumento vertiginoso dos golpes aplicados no meio digital.

Os golpes em si são algo corriqueiro, e fazem parte dos riscos enfrentados por quem compra e vende online desde o início das transações virtuais. Falando especificamente do Brasil, é sabido que já em 2018, ocupávamos o segundo lugar na lista de países com maior registro de fraudes em cartões no mundo (atrás apenas do México). Porém, com a obrigatoriedade do isolamento social e as quarentenas, muitas pessoas se viram em uma situação na qual as compras online se tornaram a única opção para adquirir todo tipo de produto e serviço em meio à pandemia da Covid-19.

Quem já comprava online seguiu comprando – e muitos aumentaram o volume de comprar, e aqueles que ainda não tinham o hábito de realizar transações digitais foi praticamente forçado a adquiri-lo. E é justamente a falta de experiência desses usuários com o mundo digital que faz com que os criminosos multipliquem a quantidade de golpes, o que resulta em números alarmantes: em uma compra, a chance de fraude chega a ser dez vezes maior do que em uma feita de forma presencial.

Algumas orientações podem ajudar o consumidor novato no ambiente digital a evitar as fraudes, como desconfiar de preços muito baixos, não baixar aplicativos fora das lojas oficiais e não fornecer senhas, número de cartão ou qualquer outro dado para terceiros.

Já para o lojista que não possuía familiaridade com o ambiente virtual e se viu forçado a migrar sua operação para o meio digital, é preciso repetir o tão conhecido “mantra”: a gestão de riscos em transações eletrônicas é essencial para qualquer comércio. Isso inclui os que já nasceram digitais e os que tiveram que se adaptar em razão da pandemia. Ninguém nunca esteve ou está imune às tentativas de golpe, e quem está acostumado com o universo das compras e vendas online sabe muito bem: somente com o uso de tecnologia de ponta é que podemos combater os criminosos virtuais, sejam os que utilizam conhecimentos de programação para invadir sistemas e roubar dados, ou os que adquirem esses dados para perpetrar fraudes na internet.

A tecnologia é uma grande aliada da gestão de risco, já que com a utilização de uma capacidade computacional cada vez maior aliada a modelos estatísticos precisos, é possível que as IAs (Inteligências Artificiais) prevejam o comportamento de fraudadores. Já existem ferramentas capazes de analisar centenas de características de uma determinada compra em questão de segundos, durante o próprio fluxo da transação. Por meio da análise de variáveis tão distintas quanto a velocidade de digitação dos dados e o tipo de produto comprado, é possível identificar e impedir fraudes.

Mas não basta simplesmente saber que a tecnologia é capaz de evitar problemas com fraudes e roubo de dados. É preciso ter em mente que a implementação do sistema e da ferramenta certos para seu negócio passa pela compreensão de certos pontos chave na estratégia de gestão de riscos:

Busque informação: conhecimento é poder. Quanto mais informações disponíveis sobre a transação, mais se pode transformá-las em conhecimento, que possibilita que se diferencie uma transação legítima de uma fraudulenta. Sempre busque obter o máximo de informações adicionais possível a respeito de todas as transações realizadas.

Mantenha um histórico (e faça bom uso dele): informações oriundas de um histórico aceleram a análise de clientes já conhecidos, e evitam que criminosos façam uso dos dados deles para aplicar golpes.

Invista na tecnologia Device Fingerprint: esta tecnologia age identificando uma “impressão digital” de um determinado dispositivo. Os criminosos podem utilizar contas e cartões diferentes para realizar compras, mas provavelmente vão fazer uso do mesmo dispositivo para acessar a Internet. Identificando este dispositivo, é possível impedir o crime.

Conheça as vantagens do Machine Learning: o aprendizado da máquina permite utilizar métodos e modelos estatísticos, como modelo de regressão logísticas e redes neurais, para analisar informações e classificar as transações como suspeitas ou legítimas, tornando os sistemas capazes de realizar ajustes frequentes nos modelos, algo extremamente vantajoso no cenário que estamos vivendo.

Abuse dos dashboard e relatórios: eles são a melhor forma de acompanhar em tempo real a eficácia das estratégias e a performance de modelos e regras.

Mas, de nada adianta conhecer e possuir todo esse aparato tecnológico e estatístico, sem contar com o parceiro ideal para implementá-lo e gerenciá-lo. Com uma parceria eficiente, o momento de muitas incertezas que atravessamos, no qual grande parte da população e das empresas passa por dificuldades financeiras, pode ser superado, desde que o combate às fraudes seja visto como prioridade para os players do varejo online, tanto para garantir a saúde do negócio, quanto para proteger os consumidores dos ataques cada vez mais frequentes. Fale conosco e saiba mais sobre como atingir o equilíbrio entre prevenção a fraudes e excelência na experiência de compra.

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